Os territórios que o Google Maps esconde - Outras Palavras - Palestina, Caxemira e outros espaços que o poder global quer esconder são quase apagados, nos mapas da gigante da internet. Em seu lugar, um leve tracejado, sinal de que podem desaparecer. Há alternativa: o OpenStreetMap, plataforma livre
É o conjunto de diferentes rochas de um lugar e os processos geológicos sofridos por elas.
São as estruturas: Escudos (Escudo Brasileiro); Bacias sedimentares (Amazônica, do Paraná, do Pantanal e do Maranhão); Dobramentos (Cordilheira dos Andes).
Escudos: primeiros núcleos de rochas que surgiram. São planaltos baixos ou depressões - formados por rochas magmáticas e metamórficas.
Bacias sedimentares: depressões preenchidas com sedimentos dos escudos. São a maior parte da superfície emersa da Terra. Aqui são encontrados combustíveis fósseis - carvão e petróleo.
Dobramentos: terrenos elevados produzidos pela tectônica de placas. Geralmente ficam na borda dos continentes.
Estrutura geológica no Brasil
O Brasil está inserido na Plataforma Sul-Americana. Apresenta escudos cristalinos, bacias sedimentares e dobramentos antigos.
Nossos recursos minerais estão diretamente relacionados com nossa geologia.
Terrenos arqueozóicos: Complexo Cristalino Brasileiro - rochas magmáticas (granito) e metamórficas (gnaisse);
Terrenos proterozoicos: onde estão nossas riquezas minerais - ferro (hematita), manganês (pirolusita), estanho (cassiterita), alumínio (bauxita), ouro, cobre, entre outros;
Tipos de rochas
As rochas são compostas por grupos (diferentes ou não) de grãos de minerais agregados.
Dividem-se pela sua origem em:
Magmáticas: magma solidificado. Ex.: granito, basalto;
Sedimentares: decomposição e deposição de sedimentos de outras rochas ou detritos orgânicos. Ex.: calcário, carvão, sal;
Metamórficas: alteração de outras rochas por meio de altas pressões e temperaturas. Ex.: mármore (vem do calcário), gnaisse (do granito);
Magmáticas: plutônicas (resfriamento lento do magma) ou vulcânicas (solidificação rápida da lava - magma na superfície)
Sedimentares: detríticas (outras rochas) ou químicas (orgânicas por acumulo ou inorgânicas por decomposição)
Agentes do relevo
O relevo é fruto de duas forças opostas: endógena (interna) e exógena (externa).
Agentes endógenos (formadores do relevo)
Tecnonismo: deslocam e deformas rochas, formando a crosta. Geram as falhas e montanhas;
Vulcanismo: extravasamento do magma na superfície através das fendas, fissuras ou corpos vulcânicos;
Abalos sísmicos: movimento da superfície terrestre por meio de vibrações que provocam deslocamentos, falhamentos, terremoto (terra), maremoto (mar);
Vulcanismo: vulcões no planeta se concentram no círculo de fogo do Pacífico e do Atlântico
Abalos sísmicos: suas causas são o tectonismo, vulcanismo e desmoronamentos internos. Ex.: falha de San Andreas (EUA)
Agentes exógenos (modeladores do relevo)
Provocam o desgaste das rochas, transportando e depositando sedimentos (erosão).
marítima: linhas costeiras modeladas pelas águas do mar;
glacial: deslocamentos das geleiras;
pluvial: solos são desgastados e seu material carregado pelas águas da chuva;
fluvial: ação das águas dos rios, que transportam e acumulam material, formando vales, cânions, planicies fluviais, deltas;
eólica: mais atuânte em regiões desérticas e litorâneas e menos nas equatoriais. Vento “lixa” a rocha, acumulando e depositando em dunas e solos de Loess (muito finos e férteis);
Formas de relevo
Montanhas: maioria ligadas a processos endógenos (internos);
Planaltos: resultantes de processos erosivos prolongados;
Depressões: abaixo do nível do mar (absolutas) ou dos terrenos ao redor (relativas);
Planicies: grande extensão de terreno plano ou ondulado, pouco elevado acima do nível do mar;
Formas de relevo no Brasil
Por ser antigo, nosso relevo vem sofrendo açõa dos agentes externos (água e vento), e também não apresenta altas altitudes.
Nas regiões úmidas, temos formas mais suaves e arredondas, modeladas pelas águas das chuvas, rios e cachoeiras. Ex.: serras do sudeste.
As regiões áridas possuem formas mais abruptas, causadas pela desagregação das rochas e chuvas fortes e irregulares. Ex.: sertão nordestino.
Os rios da grande rede hidrográfica brasileira são importantes agentes de erosão e sedimentação.
Relevos predonimantes: planaltos, planícies e depressões relativas.
Alguns específicos: serras (dobramentos, escarpas de planaltos); chapadas (planalto sedimentar, de topo plano e encontas escarpadas); inselbergs (saliências rochosas em regiões de clima mais árido); cuestas (um lado escarpado e outro com declive suave).
O solo é a camada mais superficial da crosta terrestre, e é resultado do intemperismo.
Intemperismo consiste na alteração das rochas ao ter contao com os seguintes agentes: água, ar, mudança de temperatura e seres vivos.
Fatores: clima (variação sazonal da temperatura e distribuição das chuvas); relevo (infiltração e drenagem das águas pluviais); fauna e flora (matéria orgânica para reações químicas); rocha parental (sua resistência); tempo de exposição da rocha aos agentes.
A Pedogênese (formação dos solos) ocorre quando modificações causadas pelo intemperismo tornam-se estruturais, com os minerais reorganizados. Depois a fauna e a flora modificam e movimentam materiais, mantendo o solo aerado e renovado.
Os dois processos formam o perfil do solo, estruturado sobre a rocha matriz, formando o manto de alteração.
Clima predominantemente tropical úmido e a estabilidade estrutural (sem grandes alterações desde muito tempo) faz com que a formação da cobertura dos nossos solos sejam marcados principalmente pelo fator climático.
O clima tropical também influencia a ação das chuvas no “envelhecimento” (acidificação) do solo.
Latossolos são o tipo mais representativo. Possuem coloração avermelhada, acidez elevada e ricos em argilominerais, óxidos de ferro e alumínio.
Degradação
A má utilização pode gerar a perda dos solos, que é recurso não renovável.
Principais problemas: lixiviação (perda de sais minerais pela água das chuvas); laterização (lixiviação do solo em área chovosa e rica em ferro e alumínio, formando uma crosta); esgotamento dos solos (plantio inadequado torna estéreis áreas cultiváveis); salinização (alta evaporação em áreas irrigadas, acumulando sais no solo, tornando-a improdutiva); erosão (desgate e perda de detritos com a ação das chuvas e ventos);
A erosão é o principal problema ambiental relacionados aos solos, podendo ser previnida com a proteção de cobertura vegetal.
Alta erosão dos solos causam: assoreamento (acumulo de sedimentos) de rios e nascentes, formação de voçorocas (grandes buracos de erosão), ravinas, e deslizamento de encostas.
Algumas práticas de prevenção e até reversão dos processos de degradação são: rotação de culturas, terraceamento, curvas de nível e calagem.
Ações de degradação induzidas pelo homem, segundo a FAO:
das populações animais e vegetais (caça e extração de madeira); do solo (fisica - erosão e compactação pela mecanização - ou química - salinização); das condições hidrológicas da superfícia (perda da cobertura vegetal); das condições geo-hidrológicas das águas subterrâneas (modificação nas condições de recarga); da infraestrutura econômica e qualidade de vida dos assentamentos humanos.
Referências
O conteúdo desta aula foi baseado principalmente nas apostilas do Me Salva!, bem como outras referências citadas nos slides.